Cadê o bom e velho 007?

Por Alexandre, 27 de março de 2016 às 09:03 | Alterado em 03 de abril de 2016 às 08:04

 

Alguma coisa vem se perdendo nos filmes de 007.  “Cassino Royalle”,  de 2006, o primeiro estrelado pelo inglês Daniel Craig no papel de James Bond,  pareceu uma reestreia com o que os filmes de James Bond tinham de melhor: glamour,  romance, suspense, e tecnologia e truques mirabolantes (a maioria um tanto improvável mas, enfim, faz parte da série).

 

James Bond, 007Cronologicamente, o filme volta à época em que Bond assume o cargo de 007 e dá os passos para sua primeira importante missão: deter os planos de Le Chiffre,  um incansável financiador do terrorismo internacional.  Ao longo de sua caçada, Bond precisa enfrentá-lo em partidas de Poker e, enquanto joga uma delas,  é envenado com uma bebida. Passando mal, corre para o carro, onde um mini kit de ressuscitação o espera. Esse é Bond!

 

No filme de 2008, “Quantum Of Solace”, cujos eventos são sequências aos de “Cassino Royalle”, há uma queda vertical no que se espera de um filme da série. Os truques mirabolantes e a sofisticação do personagem desaparecem e o desenrolar dos acontecimentos transforma a produção no que poderia ser apenas mais um filme de ação, sem James Bond. Um desastre.

 

“Operação Skyfall”, de 2011,  procurou tirar o personagem do limbo e, em parte, conseguiu. Mantêm-se as boas sequências de ação do anterior (basta assistir às cenas sobre o trem, onde Bond é baleado acidentalmente e cai inconsciente no oceano) e recupera-se parte do glamour perdido,  mas o personagem soa, muitas vezes,  apático, o que depõe,  outra vez, contra o perfil seguro do agente. Mesmo assim, passa no crivo da crítica.

 

Em “007 Contra Spectre”, de 2015, outra queda. Tudo o que se  tinha conseguido em “Skyfall” sofre um novo abalo sísmico e faz a franquia despencar novamente. Falta tudo: suspense em boa parte do filme,  os gadgets tecnológicos soam como velhos clichês –  sem nada que possa de fato surpreender o telespectador,  e as cenas de paixão mais parecem um breve ensaio. Além disso, o vilão da estória, Franz Oberhauser, parece tão perigoso quanto uma menina disposta a brincar de casinha e a ligação fraca que une vilão e herói simplesmente não cola.

 

Parece termos um padrão. Um filme bom, outro ruim. Se a ideia for essa, o próximo deve redimir este último. Enquanto isso, pergunto: cadê o bom e velho James Bond?


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Alexandre

42 anos, Especialista em T.I., apaixonado por música e que adora dar pitacos em filmes, séries e afins.



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